Marcello Caetano, sucessor de Salazar, herdeiro de um trabalho difícil que nunca chegara a ser concluído. Quando Caetano, aluno exímio, professor excelente e mente brilhante abandonava Portugal Continental no dia 25 de Abril de 74 decerto que algum sentimento o dominava enquanto o Zeca e os amigos cantavam lá no largo do Carmo. Aquilo era o fim, acabava-se ali o seu projecto, a sua primavera caíra por terra, terra essa onde agora chafurdavam os anarcas e os comunistas que rapidamente transformaram a terra em lama. Toda uma elevação estado novista, todo um rumo traçado em direcção à estabilidade, era agora travado abruptamente por uns quantos militares. Militares esses que tinham o seu mérito e também eles os seus próprios projectos. Mas quando me refiro a militares com mérito estamos obviamente a falar no campo do General Spínola e não no campo dos camaradas Salgueiro Maia, Otelo e restante corja. O Spínola tinha muita ideia mas não se aguentou nem um ano, não teve pulso na coisa e foi posto de lado imediatamente. Enquanto isso o Otelo preparava a lista de fuzilamento no Campo Pequeno. As premissas eram: Os ricos são maus; Os maus têm de ser castigados; Os ricos vão ser fuzilados. Depois havia outros que tentavam elevar o debate, caso de Álvaro Cunhal e Mário Soares que produziram grandes debates embora o pobre doutor Cunhal não tivesse base onde ir buscar argumentos, e perdeu. Ora Bolas! Tudo isto na óptica de Marcello podia ter sido evitado, o caminho era para a democracia, mas gradualmente, não com golpes descabidos e desorganizados. Os comunistas gostam muito da expressão Estado Social, volta e meia, o Estado Social pra aqui etc etc, pois bem essa expressão surgiu justamente com o Professor Marcello. Celebrou-se no outro dia os não sei quantos anos do Serviço Nacional de Saúde, não sei se será do vosso conhecimento que foi Marcello Caetano que lançou as pedras basilares ao SNS. Este é só um exemplo. Foi este senhor que criou também a ADSE, a democracia nem teve criatividade para lhe mudar o nome, mantêm-se intactas as siglas. Mas para outras instituições já teve, como por exemplo PIDE/DGS, que hoje em dia se chama Entidade Reguladora da Comunicação Social (ERC), de resto, muito conhecida de todos nós. Ao contrário de Salazar, Marcello tinha mundo viajava, conhecia as nossas colónias, conhecia outras civilizações, outras sociedades, em suma era culto, civilizado, bom demais para ser amado por uma população bruta por definição. Talvez o seu calcanhar de Aquiles tenha sido a guerra. Era, por ventura, o maior problema por resolver. E a resolução passava também, curiosamente, pela alteração da estratégia militar portuguesa. E para isso Portugal deixou o combate de guerrilha e passou a grandes operações, bem estudadas por grandes generais do Estado Maior do exército. Ainda assim o problema persistiu, fatalmente. Marcello Caetano jamais voltaria à sua pátria, por ela abdicou de uma pacífica vida académica brilhante, com as consequências na sua vida privada mais que evidentes. Um verdadeiro patriota.

tou me a divertir a brincar com o google translate no teu blogue... agora russo... agora polaco... agora.. yeah!!!!
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