Nota de Boas Vindas

Bem-vindo a este blogue, é com grande satisfação que o recebemos. Espaço democrático, livre, e independente. Só queria chamar a atenção para o nosso aquário no fundo da página onde podem alimentar os nossos peixes...

domingo, 17 de outubro de 2010

Eles vêm aí

"Se o orçamento não for aprovado, entrada do FMI é inevitável"

Caros leitores, está quase. A votação do OE 2011 aproxima-se e o PSD ainda não "reviu" a sua posição. Isto é, se tudo se mantiver como está o orçamento será chumbado e pelas palavras do ministro das finanças o FMI entrará em Portugal. Quando Durão Barroso abandonou o país ele próprio declarou "o país está de tanga", pois bem agora, anos depois Portugal está à venda. Estou certo que o Richard Branson estaria interessado em comprar a sua primeira nação, quem domina a indústria do turismo espacial domina um pequeno país periférico. Portugal vai sujeitar-se à humilhação da comunidade internacional ver-se obrigada a enviar uns senhores de emergência para porem em ordem as contas públicas dum país, após asneiras de sucessivos doutores da economia. Os senhores do FMI não vão pedir, vão obrigar. Durante a estadia destes sujeitos o senhor primeiro-ministro (que já não será este que bem conhecemos) terá que ter em alta consideração (e isto está escrito e é uma regra fundamental) todos os "conselhos" do FMI. Ou seja, vamos ter um governo sombra a mandar, e uns fantoches a executar. O fantoche-mor mais provável é Pedro Passos Coelho. A sede do primeiro-ministro deixará de ser o Palácio de S. Bento e passará a ser o Hotel Ritz (onde FMI gosta de ficar). Este país esqueceu a sua história, bateu com a cabeça e perdeu a memória. O nosso comportamento é semelhante a um país em vias de desenvolvimento e não a um país com as fronteiras mais antigas da Europa. Parecemos que apenas existimos desde o 25 de Abril, este povo só entende as coisas quando estas lhes são impostas, gritam liberdade mas imploram pelo doutor Salazar. Só essa fraca figura de sotaque beirão é que conseguiu pôr isto na ordem com as consequências hoje conhecidas. Este Portugal de hoje faz-me sentir que estou num qualquer país militarizado africano, bem sei que a bandeira ajuda a criar esta imagem, mas ainda assim custa-me pensar que estou no continente Europeu. Talvez a ideia da jangada de pedra se tenha consumado mas desta vez a cisão não se dera nos Pirenéus mas sim Trás-os-Montes abaixo. Mas não nos preocupemos com ninharias como a cor da nossa bandeira pois a nossa bandeira temporária voará ao vento em tons de azul. Será este o carimbo sobreposto ao verde e encarnado, este aqui em baixo representado.

                  
Apenas me resta deixar o conselho: Fujam! Depressa e Rápido!

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